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October 17, 2002
Vide Vida Marvada

Rolando Boldrin

Corre um boato aqui donde eu moro

Que as mágoas que eu choro são mal ponteadas

Que no capim mascado do meu boi

A baba sempre foi santa e purificada

Diz que eu rumino desde minininho fraco e mirradinho

A ração da estrada vou mastigando o mundo

E ruminando e assim vou tocando essa vida marvada

E que a viola fala alto no meu peito mano

E toda a moda é um remédio pros meus desenganos

É que a viola fala alto no meu peito mano

E toda a mágoa é um mistério fora desse plano

Pra todo aquele que só fala que eu não sei viver

Chega lá em casa pra uma visitinha

Que no verso ou no reverso de uma vida inteirinha

Há de encontrar-me num cateretê

Tem um ditado tido como certo

Que cavalo esperto não espanta a boiada

E quem refuga o mundo resmungando

Passará berrando esta vida marvada

Cumpadre meu que envelheçou cantando

Diz que ruminando dá pra ser feliz

Por isso  eu vaguei ponteando

E assim procurando a minha flor de liz

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Posted by Katia at October 17, 2002



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