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August 10, 2005

Falando em AIDS, no início da minha gravidez da Lys eu fui fazer o pré-natal e o médico deu aquela bateria de exames, fiz e até sabia antes de fazer os exames, os resultados. Mas fui surpreendida com o teste Elisa, que deu "indeterminado". Caramba, fiquei assustada! Daí, fiz um segundo teste o Western Blot. também "indeterminado".
Era final de ano, meu médico me mandou para um infectologista, a sala de espera mais terrível que estive. O ano era 1995. Antes de ir ao médico liguei para o GAPA, contei sobre o resultado de meus exames, o atendente veio com uma conversa de coragem diante de uma realidade dura, e eu não era a única, mandei o cara a merda! desliguei.
Chegou minha vez de falar com o médico bam-bam-bam, respondi a centenas de perguntas, e todas levavam a acreditar na improbabilidade de estar infectada e a explicação era que meu corpo reagiu com algumas proteínas que também reagiam contra o vírus HiV. E minhas chances de não estar infectada era de +98%. E muito provavelmente eu não estava com AIDS, pedi para ele escrever isso num papel e assinar, ele disse que não podia fazer isso. Eu queria escrito, ele disse que o único lugar que havia (na época) um exame de cultura no sangue onde o vírus poderia ser visto, e não como o Elisa e Western Blot que se constatava por reação, era na Clínic Mayo, mas era caríssimo (descoberta super-nova (95)), nenhum plano cobriria isso, e segundo ele a probabilidade de estar com o vírus era de - de 2%, pura bobagem (para ele), eu não aguentava mais aquele impasse. E ninguém sabia, sem contar pra ninguém, tava ficando maluca. Lá fui eu fazer o dito cujo do exame carésimo, que finalmente deu "não reagente" (negativo). A resposta veio somente no dia 3 de janeiro, deu ainda pra comemorar o aniversário do Caio, porque o Natal e Ano Novo foi daquele jeito. E continuei feliz com minha filhotinha dentro da minha barriga.

Posted by Katia at August 10, 2005



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