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April 11, 2006

Cântico II — Cecília Meireles

Não sejas o de hoje.
Não suspires por ontens...
não queiras ser o de amanhã.
Faze-te sem limites no tempo.
Vê a tua vida em todas as origens.
Em todas as existências.
Em todas as mortes.
E sabes que serás assim para sempre.
Não queiras marcar a tua passagem.
Ela prossegue:
É a passagem que se continua.
É a tua eternidade.
És tu

****

nessa época do ano lembro dos Cânticos de Cecília Meireles, ela tem um montão mas esse eu sei decor, tem um outro bem legal, e a abordagem de vida/morte e renascimento, dentro dos poemas vem como uma brisa fresca, tão leve.
sabe aquela história do senhor que trabalhava só por dentro da terra e quando ele subiu a superfície e viu as plantas, as árvores, toda a vida existente fora dos limites do seu reino, ficou muito enfurecido e provocou uma catástrofe engolindo tudo, e matando tudo, mas depois as sementinhas voltaram a brotar.

Posted by Katia at April 11, 2006



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