Antônio Carlos Jobim / Vinícius de Moraes
Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida eu vou te amar
Em cada despedida eu vou te amar
Desesperadamente, eu sei que vou te amar
E cada verso meu será
Pra te dizer que eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida
Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que esta ausência tua me causou
Eu sei que vou sofrer
A eterna desventura de viver
A espera de viver ao lado teu
Por toda a minha vida
Eu quis cantar minha canção iluminada de sol
Soltei os panos sobre os mastros no ar
Soltei os tigres e os leões nos quintais (gosto dessa parte, de
soltar os bichos)
Mas as pessoas na sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer
Mandei fazer (essa parte eu vou pular)
Mandei plantar, folhas de sonho no jardim do solar
As folhas sabem procurar pelo sol
E as raízes procurar, procurar
Mas as pessoas na sala de jantar
Essas pessoas na sala de jantar
São as pessoas da sala de jantar
Mas as pessoas da sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer
Não sei como acontece, deve ser pura magia, não custa tentar, se as portas estiverem fechadas, em algum momento elas podem se abrir:
1ª tentativa) Alorromora
2ª tentativa) Melloon
3ª tentativa) Abra-te-Sésamo
Kátia ALTA/baixa (junta) ( > vira biruta = parece peixe fora d'água
—> querendo nadar no ar

Graça de criança
Sangue bom
Sua presença
Traz para o mundo
Felicidade
Enche de esperança
O meu coração
Para minha querida
Vai leve a sombra
Por sobre a água.
Assim meu sonho
Na minha mágoa.
Como quem dorme
Esqueço a viver.
Despertarei
Ao sol volver.
Nuvem ou brisa,
Sonho ou […] dada
Faz sentir; passa,
E não foi nada.
Conta a Lenda que dormia
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro da estrada.
Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.
A Princesa Adormecida,
Se espera, dormindo espera.
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.
Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado.
Ele dela é ignorado.
Ela para ele é ninguém.
Mas cada um cumpre o Destino —
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.
E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E, vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora.
E, inda tonto do que houvera,
A cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A Princesa que dormia.
eu falo por mim
das alegrias / tristezas
o que acho belo
momentos de felicidade
cidades
trilhas / estrelas
abelhas / bromélias
vagalumes / cachoeiras
flores / aromas
viagens / paisagens
saudades
Tem alguém aí?
Tem alguém aqui?
Aqui resta um pouco de mim,
as vezes acho mais um pedacinho
pequinininho, baixiiiiiiinho…
Quem lembra, acho que ninguém, a musiquinha era assim: 7 e 7 são 14 com + 7… 21 … eu não deixo de assistir o programa PIM PAM PUM…pim…pam…pum…estrela (patrocinador) pim…pam…pum….
Os desenhos que passavam dá para assistir agora no Boomerang, legal!
Chicão Brasileiro , Indianista - 1960
que, passos sobre passos dos meus próprios passos;
eu continue o errante a andar ao redor de mim mesmo;
que, jungido à polêmica sem fim que a razão vem sem termo,
eu seja o que sou ante o resultado de alegria e tristeza;
que, acreditando em mim como projetado na eternidade,
eu não entregue ao imponderável a solução do meu problema;
que, aceitando em minha vida fracasso e êxito como padrão,
eu não os tenha como fiel para minha insegurança e incerteza;
que, sem ficar pasmo diante da visîvel coerência do absurdo,
eu não tome todas as dúvidas que surgirem por dilema;
que, acima do juízo, acima do bem, assim como do mal,
eu não fique aquém e além do que é norma convencional;
que, no passado, presente, futuro, no tempo em outra dimensão,
eu tenha, vencedor e vencido, consciência da minha rebelião;
que, em crer, duvidar, aceitar, revisar, vencer, ganhar, perder,
eu subsista identificado tal como sou e sem deixar de ser;
que, mesmo derreada a cerviz à canga do sofrimento,
eu não baixe os olhos e fite o triste pó do chão;
que, na felicidade e na desgraça, na euforia e no tormento,
eu viva no mundo a minha experiência como ser humano;
que, leal a mim mesmo, procedente com minha condição,
eu permaneça indiferente a ressonância do desengano,
que, em essência, em relação ao que sou e ao que me vem,
eu viva a vida, conte o tempo, goze o bem, sofra o mal.
assim seja tudo, nesta vida única de plena consciência!
por que, se aqui estou, a tudo irei a última consequência,
para ser o dono, o senhor da minha própria aventura!
Ohhh Yeeeaaah… … … …
Como as pessoas podem entender de tão diferentes maneiras uma coisa, prefiro as imagens. As palavras, nem sei vou desistir das palavras, elas não são minhas amigas, não sou eu quem desgosto das palavras, elas desgostam de mim. É impossível. A comunicação já é tão conturbada, nunca podemos ser claros, não podemos clarear nunca nada. A barreira fica grande, intransponível, difícil encarar nossos dragões, fitá-los. Decifrar o enigma, ou ser carcomido por ele.
Cadê você?
Tá tudo cinza sem você
Ta tão vazio
Cadê você?
Arco-íris já mudou de cor?
Porque?
enviado pela lala
Some days are yellow.
Some days are blue.
On different days
I´m different too.
You'd be surprised
how many ways
I change
on Different Colored Days.
On Bright Red Days
how good it feels
to be a horse
and kick my heels!
On other days
I´m other things.
On Bright Blue Days
I flap my wings.
Some days, of course,
feel sort of Brown.
Then I feel slow
and low, low down.
Then comes a Yellow Day.
And, wheeeeeeeeeee
I am a busy, buzzy bee.
Gray Day...
Everything is gray.
I watch.
But nothing moves today.
Then
all of a sudden
I'm a circus seal!
On my Orange Days
that´s how I feel.
On Purple Days
I´m sad.
I groan.
I drag my tail.
I walk alone.
But when my days
are Happy Pink
it´s great to jump
and just not think.
Then come my Black Days.
Mad. And loud.
I howl.
I growl at every cloud.
Then comes a Mixed-Up Day!
And wham!
I don't know
who or what I am!
But it all
turns out all right,
you see.
And I go back
to being...
me.
(Eu amo o roxo, acho lindo)
É preciso muito amor para aguentar essa mulher
Mas até a própria natureza ta pedindo pra você ficar
Essa é da Clara Nunes? Não tô acertando uma
Acho que misturei as músicas novamente, santa ignorância
Esse negócio de blog é meio novo para mim
Acho que estou fazendo uma confusão
Mas as coisas estão clareando
Para quem gosta de andar rápido
como é duro ir a passo de tartaruga
ou será por causa do filme do Wim Wenders Tão Longe, Tão Perto ou Até o Fim do Mundo, sei lá, eu já nem sei se sei, não tem ninguém que mereça, não tem pé não tem cabeça, não tem coração que esqueça, nem jeito nem conserto, um nó no peito bem feito e cego que eu lido para desatar, não tem ninguém que possa me ajudar.
Cada vez que sentei aqui hoje, mil coisas por fazer, um que chama, telefone que toca, pegar filho na escola, não é mole, e eu louca para blogar uns negócios e tempo vencido. Caramba é difícil mesmo, queria escrever mais mas como não vai dar tempo, vou deixar uma música que eu gosto muito, do Gilberto Gil - Liminha com a Marisa Monte no Barulhinho Bom:
Vamos Fugir
Vamos fugir deste lugar, baby, vamos fugir
Tô cansado de esperar que você me carregue
Vamos fugir pr'outro lugar, baby
Vamos fugir
Pr'onde quer que você vá, quero você
Pois diga que irá, Irajá, Irajá
Prá onde eu só veja você, você veja mim só, Marajó, Marajó
Qualquer outro lugar comum, outro lugar qualquer, Guaporé, Guaporé
Qualquer outro lugar ao sol, outro lugar ao sul, céu azul, céu azul
Vamos fugir pr'outro lugar, baby
Vamos fugir
Pr'onde haja um tobogã onde a gente escorregue
Todo dia de manhã flores que a gente regue
Uma banda de maçã, outra banda de reggae
Tô cansado de esperar que você me carregue
Prá onde quer que você vá, que você me carregue
Prá onde haja um tobogã onde a gente escorregue
1) Sabe o problema de pintar vidros, o mundo apedreja, e eu vou ver um balé de milhões de pedacinhos coloridos de vidro, voando lentamente pelo ar, vou contemplar isso só que providenciarei um óculos, e às vezes a gente se machuca mais por aí, faz parte do aprendizado, mas depois eu junto todos os pedacinhos e faço uma escultura, vira uma outra coisa, agradeço o conselho. 2) De tudo fica um pouco às vezes um botão às vezes um rato. 3) O coração da família é forte resistente de geração em geração. Isso não é um engano.
Assim que vi você
coisa feita pra durar
batendo duro no peito
até eu acabar virando
alguma coisa
parecida com você
parecia ter saído
de alguma lembrança antiga
que eu nunca tinha vivido
alguma coisa perdida
que eu nunca tinha tido
alguma voz amiga
esquecida no meu ouvido
agora não tem mais jeito
carrego você no peito
(trecho de: Alice Ruiz)
hoje especialmente é um dia que estou muito muito triste, acho que vítima de minha lucidez alucinógena, sabe que louco sempre acha que está certo, e tudo tem um significado especial, quando ele quer talvez acreditar que tenha, mas acho que é um sentimento que as vezes a gente sente sozinha, no decorrer do meu tempo de vida (bastantinho já) tive uma precisão no olhar, atento, penetrando tão fundo que acho que me faltou ar para subir e pegar ar, estado de apinéia. Foda!
Mas o punk é que meus olhos não me traem, me apaixono as vezes pela imagem a sensibilidade de quem a faz e como faz, o traço muitas vezes rápido e tranquilo, quantas coisas me dizem… somente aos meus ouvidos e grito aos quatro ventos.
Teve uma vez que acreditei tanto nas imagens que produzi, a primeira vez que tive peito de chegar para um cliente e dizer que não iria mudar nada, nada tinha sido aceito, não havia mais tempo de mudar, mas eu tinha ido tão fundo na minha viagem e dei a cara daquele trabalho do jeito que acreditei e senti. Os caras me esculhambaram como eu estou me sentindo esculhambada hoje, o trabalho era sobre o tempo na prisão os caras chegaram aqui sem idéia do que queriam, e o tempo que eles queriam era um tempo record. Era um trabalho pesado, angustiante, e enquanto não chegava no limiar do que tudo aquilo significava para mim eu não dava como satisfeita, quando terminei, ja tinha brigado com o cliente, feio, mas acreditava muito muito no trabalho executado, tenho até hoje todos os emails reprovando todas as telas, ele levou o Gran Prix Möbius na França em 98. Deram uma página no Liberacion, e não é que aqueles malucos de lá sacaram de prima, e aqui até ser mulher no início do trabalho atrapalhava para os figuras.
Sou, sinceramente, uma apaixonada pelas artes, meio punk dizer isso, me apaixono pelos artistas quando sinto muito eles, quando fiz as Girassóis de Orelhas, foi meu ápice de paixão por Vincent, e tantos outros meus queridos que me dizem a todos os meus sentidos que me ajudam a montar esse quebra-cabeça do meu ser, cada um deles me dando um grão (menor que um pixel) precioso e brilhante para o meu tesouro que tá se enchendo. De artista vivo só tive essa coisa por um só, pelamordedeus, e reconhecimento consagrado como artista acho que ainda vai ter, meus sentidos dificilmente me traem. Tem também as trilhas que as vezes a gente escolhe onde se acha grãos, gosto delas, prefiro as trilhas, ou adentrar mata é melhor ainda.
Puta meu, tá dificil, mas eu sou muito intensa mesmo, joguei tudo para o alto com 27 anos já tinha iniciado Biologia e Jornalismo, casado e descasado, e era ligada em biologia marinha então vendi tudo, um barquinho (doeu), e fui embora para a Bahia com uma 350 XLX e equipamento de mergulho, e só. Porra que merda, eu acredito nos meus olhos, meu você não sabe a Lys, minha alegria, me viu aqui e falou para eu escrever a poesia que ela fez para mim, não dá para ser triste: "O amor na estrada a estrada no meu amor". Isso dá tesão de tudo virar do avesso, e aumenta meu astral, e trouxe a história em quadrinho para eu por também, vou fazer isso, filho é demais!
Sabe por fim eu vim por essa época passar o meu aniversário com os meus pais… É virei do avesso, ela tem o poder, quando me falta ela reascende uma menininha poderosa e corajosa que vive dentro de mim e sabe, as vezes eu acho que estou no meu canto aqui, achei que era um bom lugar para deixar minhas coisas, sem se perderem ou voarem por aí, mas ter esse canto também é o risco de ser ridículo em público. Bom não coloquei o que queria ter colocado e esclarecido, a semana que passou recebi um monte de colocações do tipo mais esdrúxulo e raivoso que alguém que tenho certeza que não me conhece me fez, fazendo conexões totalmente absurdas, virei amante duma porrada de gente que sei lá se ja me viu alguma vez na vida. E nunca ignoro, e fiz o post da mensagem cifrada, deveria ter ignorado, mas como diz a lalagartixa, não tenho espelho em casa, e só vejo o modelito no elevador quando é tarde demais.
Não perco vício de retrucar as merdas que recebo, sei que responder deve alimentar, mas la vai, minha ambição e pretensão é continuar sendo Kátia, brinco de escrever, brinco de desenhar, brinco de muitas coisas, com a Lys, e trabalho para caramba, e se o trabalho for muito legal eu junto o útil ao agradável.
Meus sentidos não me traem, me enganei. Será?
Sinestesia Total (deve estar nos arquivos) foi feito num momento especial que ainda sinto, mas é engano.
Vou deixar uma imagem (tenho ela em PB, num sanduiche de vidro) que Alex Grey, captou e traduziu nisso:
