esses móveis são bem divertidos
uns já vêm quebrados
outros derretidos, e pode guardar
até coração partido

Quero fazer um brinde a duas pessoas que eu amo demais, e mesmo sendo a data de aniversário deles, eles que dão os presentes, cada um de seu jeito.
Pai, Feliz Aniversário e eu ti amo muito!






Naquele dia aquela vez desfez o bando
Na sua vez a sua voz disse talvez
Queria ir mas não iria por enquanto
Às vezes isso acontece a uma vez
A vez da vez estava quase se acabando
Aquela dúvida já era estupidez
Mas toda vez que ia ir vinha voltando
Perdendo a vez pedia só mais uma vez
A outra vez por sua vez esperou tanto
Que dessa vez abandonou a vez de vez
De duas uma vezes uma vez portanto
A história se fez e agora a vez é de vocês
Sandra Peres/Arnaldo Antunes
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Vincent
Admirez-vouz les uns les autres,
Admirez l'homme et admirez la terre,
Et vous vivrez ardents et clairs;
La vie est à monter et non pas à descendre,
Noous apportons, ivres du monde et de nous-mêmes,
Les coeurs d'homme nouveaux, dans la vieil univers.
Emile Verhaeren

Um Par de Sapatos / 1887

Cadeira de Vincent com o Seu Cachimbo / 1888

Prancheta de Desenho, Cachimbo, Cebolas e Lacre / 1889

Quarto de Vincent em Arles / 1889

A Amoreira / 1889
(Sabe qual o nome do fruto da amoreira?)

Noite Estrelada / 1889

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Meu Pai e Vincent me deram o Oriente de Presente, e eu agradeço!

A saída para acabar com as sérias trapalhadas desse maluco, é ele ser deposto pelo povo que não o elegeu como presidente, denegrindo a moral do povo americano na própria nação, impondo-se como presidente, e perante o mundo representando os americanos e indo contra a vontade coletiva dos povos de todas as nações, fazendo uma guerra absurda contra os próprios princípios que dizem defender, a liberdade e a democracia.
E o cara faz isso em nome de deus, quem será esse deus?

me empresta uma xícara de açucar?
caramba, até quando esse meu vizinho vai ficar sumido? enquanto ele não aparece eu olho umas fotos lindas que ele fez (e coloca bonito nisso!), acho que vou por algumas aqui... Com toda licença Fábio Fonçati, posso? (sabe, já fiz isso uma vez com a sua foto do peixe engolindo outro peixe, e comparei com aquele quadro do Bruegel, achei fantástico aquilo, um encontro de épocas, lugares, pessoas diferentes numa situação tão peculiar, essa era a importância para mim).


Posso afirmar que a rejeição à guerra, que vem se manifestando até agora entre a maioria dos cidadãos de meu país, me levou a sentir orgulho da Alemanha.
GÜNTER GRASS
ESPECIAL PARA O "EL PAÍS"
Começou uma guerra, uma guerra que é desejada e planejada há muito tempo. Contrariando todas as objeções e advertências da ONU, a ordem de lançar um ataque preventivo foi dada a um potente aparato militar, contrariando o direito dos povos. Foi desprezado o voto do Conselho de Segurança, ridicularizado e tratado como irrelevante.
Desde 20 de março, impera apenas o direito do mais forte. E, apoiado nessa injustiça, o mais forte tem poder para comprar e recompensar os que querem a guerra e para menosprezar ou até castigar aqueles que não a querem. As palavras do presidente atual dos EUA - "quem não está do nosso lado está contra nós"- trazem um eco de tempos bárbaros para os fatos contemporâneos. Por isso, não é de estranhar que a linguagem do agressor se assemelhe cada vez mais à de seu adversário.
O fundamentalismo religioso autoriza a ambas as partes abusar do conceito de "Deus" que têm todas as religiões, fazendo esse "Deus" refém de sua própria interpretação fanática. Foi inútil até mesmo a apaixonada advertência do Papa, que conhece bem a desgraça persistente causada pela mentalidade e a prática cristã da cruzada.
Dispersos, impotentes, mas irados, contemplamos a decadência moral da única potência mundial líder e desconfiamos que a loucura organizada terá uma consequência indubitável: servirá de motivação para um terrorismo crescente, de violência respondendo a outra violência.
Serão esses, ainda, os EUA dos quais, por muitas razões, guardamos uma lembrança tão boa? Será esse país o generoso doador do Plano Marshall? O benévolo mestre da disciplina da democracia? O sincero crítico dele mesmo? O país que, em outra época, ajudou o processo da Ilustração européia a superar o domínio colonial, dotou-se de uma Constituição que serviu de modelo para outros países e considerou a liberdade de expressão um direito humano irrenunciável?
Não apenas vimos essa imagem -que, com o passar dos anos, vinha se tornando cada vez mais ilusória- empalidecer, transformando-se numa imagem distorcida dela mesma. Também muitos cidadãos dos EUA que amam seu país se sentem horrorizados com a derrocada dos valores americanos e com a arrogância do poder que têm em casa.
Sinto-me unido a eles. Ao lado deles, sou pró-americano confesso. Protesto com eles contra a injustiça do mais forte, contra as restrições à liberdade de expressão, contra uma política de informação que, comparativamente, se pratica apenas nos Estados totalitários e contra qualquer cálculo cínico que, depois de morrerem milhares de mulheres e crianças, considera que isso é aceitável se se trata de defender interesses econômicos e políticos.
Não, não é o antiamericanismo que prejudica a imagem dos EUA, não são o ditador Saddam Hussein e seu país, em grande medida desarmado, que ameaçam a potência mais forte do mundo -são o presidente Bush e seu governo que agem no sentido de derrubar os valores democráticos, que prejudicam seu país, que ignoram as Nações Unidas e que assombram o mundo com esta guerra contrária ao direito internacional.
A nós, alemães, já nos perguntaram com frequência se sentimos orgulho de nosso país. A resposta não era fácil. E havia razões para nossa hesitação. Posso afirmar que a rejeição à guerra preventiva que vem se manifestando até agora entre a maioria dos cidadãos de meu país me levou a sentir orgulho da Alemanha. Depois de duas guerras mundiais com consequências criminosas, pelas quais temos que responder, aprendemos com a história.
Desde 1990 a República Federal da Alemanha é um Estado soberano. Pela primeira vez, o governo fez uso dessa soberania e teve a bravura necessária para contradizer os poderosos aliados, impedindo que a Alemanha recaísse num comportamento imaturo.
Agradeço ao chanceler federal, Gerhard Schroeder, e a seu ministro das Relações Exteriores, Joschka Fischer, por sua firmeza, eles que, apesar de todo o assédio e todas as calúnias, tanto externas quanto internas, continuaram sempre a ser dignos de crédito.
É possível que muitos se sintam desanimados. Há razões para tanto. Mas não devemos deixar que se extingam nem nosso "não" à guerra, nem nosso "sim" à paz. O que aconteceu? A pedra que empurrávamos montanha acima voltou a rolar até o sopé. Mas nós a empurraremos outra vez, embora desconfiemos que, assim que chegar lá no alto, ela voltará a nos aguardar no sopé da montanha. Pelo menos isso representa um protesto e uma oposição intermináveis, e é isso que continuará humanamente possível.
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O escritor alemão Günter Grass venceu o Prêmio Nobel de Literatura em 1999
lembra daquele filme Week End do Godard, queria ver de novo, lembrar melhor, faz muito tempo, então tem um casal que sai para um final de semana tranquilo, vira o maior caos envolvendo todo tipo de bárbarie, parece um pesadelo medonho que se passa acordado, daí aparece um cara todo sujo de sangue comendo, eu queria lembrar desse diálogo, e sei lá quem pergunta sobre qual era o tipo de comida e ele responde (+ou- assim): é um pedaço de porco e um pouco de americanos e ingleses, caramba, queria lembrar como era. Mas de qualquer forma é o retrato de uma decadência social.
Indigesto neh!? canibalismo nem pensar, ainda mais...
Sur mes cahiers d'écolier
Sur mon pupître et les arbres
Sur le sable sur la neige
J'écris ton nom
Sur toutes les pages lues
Sur toutes les pages blanches
Pierre sang papier ou cendre
J'écris ton nom
Sur les images dorées
Sur les armes des guerriers
Sur la couronne des rois
J'écris ton nom
Sur la jungle et le désert
Sur les nids sur les genêts
Sur l'écho de mon enfance
J'écris ton nom.
Sur les merveilles des nuits
Sur le pain blanc des journées
Sur les saisons fiancées
J'écris ton nom.
Sur tous mes chiffons d'azur
Sur l'étang soleil moisi
Sur le lac lune vivante
J'écris ton nom
Sur les champs sur l'horizon
Sur les ailes des oiseaux
Et sur le moulin des ombres
J'écris ton nom
Sur chaque bouffée d'aurore
Sur la mer sur les bateaux
Sur la montagne démente
J'écris ton nom
Sur la mousse des nuages
Sur les sueurs de l'orage
Sur la pluie épaisse et fade
J'écris ton nom
Sur les formes scintillantes
Sur les cloches des couleurs
Sur la vérité physique
J'écris ton nom
Sur les sentiers éveillés
Sur les routes déployées
Sur les places qui débordent
J'écris ton nom
Sur la lampe qui s'allume
Sur la lampe qui s'éteint
Sur mes maisons réunies
J'écris ton nom
Sur le fruit coupé en deux
Du miroir et de ma chambre
Sur mon lit coquille vide
J'écris ton nom
Sur mon chien gourmand et tendre
Sur ses oreilles dressées
Sur sa patte maladroite
J'écris ton nom
Sur le tremplin de ma porte
Sur les objets familiers
Sur le flot du feu béni
J'écris ton nom
Sur toute chair accordée
Sur le front de mes amis
Sur chaque main qui se tend
J'écris ton nom
Sur la vitre des surprises
Sur les lèvres attentives
Bien au-dessus du silence
J'écris ton nom
Sur mes refuges détruits
Sur mes phares écroulés
Sur les murs de mon ennui
J'écris ton nom
Sur l'absence sans désirs
Sur la solitude nue
Sur les marches de la mort
J'écris ton nom
Sur la santé revenue
Sur le risque disparu
Sur l'espoir sans souvenirs
J'écris ton nom
Et par le pouvoir d'un mot
Je recommence ma vie
Je suis né pour te connaître
Pour te nommer
Liberté
Paul Éluard

Meus contos de fadas meus —
Rasgaram-lhe a última folha...
Meus cansaços são ateus
Dos deuses da minha escolha...
Mas tu, memória, condizes
Com o que nunca existiu...
Torna-me aos dias felizes
E deixa chorar quem riu.
Fernando Pessoa