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March 31, 2006

de METAFORMOSE

Antes do Caos, da Terra, do Tártaro e de Eros, antes das potestades que pulsam nas Origens, tenebrosas potências do abismo primordial, antes que as dez mil valvulas abertas de Gaia parissem Gigantes, Titãs e Ciclopes, antes da guerra entre os monstros da noite e a lúcida força do dia, antes de tudo, filho de um rio e de uma ninfa da água, Narciso, o filho de Náiade, deitava de bruços e se olhava no trêmulo espelho da fonte, Narciso de olho em Narciso, beleza de olho em si mesma, cego, surdo e mudo aos apelos de Eco, a ninfa apaixonada, chamando Narciso, Narciso, a água da fonte repete o rosto de Narciso, reflexos de Narciso nos ecos da ninfa, água na água, como a luz na luz, luz dentro da água.
Esta lenda é a pedra de Sísifo, a pedra que Sísifo rola até o alto da montanha, e a pedra volta, sempre volta, penas de Hércules, trabalhos de Dédalo, labirintos, lembra que és pedra, Sísifo, e toda pedra em pó vai se transformar, e sobre esse pó, muitas lendas se edificarão.
E sobre Narciso, a profecia do feiticeiro Tirésias, será feliz enquanto não enxergar a própria imagem, a voz de Eco entre as árvores, o rosto de Narciso sobre a faca das águas.
O olhar de Narciso cai na água como Ícaro das alturas, e Ícaro cai na água, um ruído de púrpura que se rasga, Poseidon!, e afunda num coral de sereias.
Instante antes Ícaro voava, ao lado do pai, duas gaivotas sobre o Egeu, voava com as asas de cera criadas por Dédalo, o arquiteto do labirinto, o inventor de autômatos, o pai das coisas novas.
Voavam, pai e filho, fugindo de Creta, da ira do rei que os tinha aprisionado no labirinto construído por Dédalo.
Minos havia descoberto, seu arquiteto, o artesão incomparável, era cúmplice nos amores monstruosos da rainha Pasífae e do touro branco que Poseidon, senhor dos oceanos, tinha feito sair das ondas do mar. E foi que a rainha Pasífae ardeu de paixão pelo touro branco e quis ser penetrada por ele. Dédalo construiu um perfeito simulacro de vaca. Pasífae entrou, o touro aproximou-se, e assim se consumou o coito maldito da rainha e da grande besta.
Desta monstruosidade, nasceu o Minotauro, o híbrido com corpo de homem e cabeça de touro, em volta do qual Dédalo construiu o labirinto, a casa monstruosa para um ser monstruoso.
O olhar de Narciso volta, tonto de tanta beleza, pedra de Sísifo, queda de Ícaro, e torna a cair na água, rodas gerando rodas.
A água começa a ficar vermelha, sangue na água, sangue de Ícaro, sangue do Céu, Urano, filho da Terra, irmão dos Ciclopes, Urano, castrado por Cronos, o Tempo, seu filho, o Céu castrado pelo Tempo, os livres movimentos dos astros medidos por ampulhetas e clepsidras, o parricídio primordial, crepúsculo dos deuses.
Na água, agora sangue, bóiam o pênis e os testículos de Urano, cortados pela foice que Titéia, a Terra, deu ao filho Cronos para mutilar o pai.
Destes testículos cortados, ela nasceu, Afrodite, saída das espumas do mar, a beleza, o gozo, a paixão, a delícia, Eco que chama Narciso, Narciso, Pasífae transpassada pelo touro, Narciso apaixonado por Narciso, feliz enquanto não enxergar a sua imagem.
Agora o olhar de Narciso vê Teseu, é Teseu, o herói sedento de sangue, que entra no labirinto, a espada de bronze numa mão, na outra, o fio de Ariadne, a linha que serve de guia entre os indeslindáveis meandros da construção que o engenho de Dédalo enrolou e desenrolou. Mil olhos acesos, Teseu avança labirinto a dentro, a curta espada de bronze micênico na mão direita, vibrando como um pênis, enovelando no braço esquerdo o fio da princesa Ariadne, cada vez mais dentro, a treva mais espessa, o cheiro de esterco cada vez mais forte, Teseu avança em direção ao centro do seu coração, numa encruzilhada de caminhos, o herói hesita, então ouve o mais espantoso berro que orelhas humanas já escutaram. Narciso tapa os ouvidos, e deixa o olhar flutuar sobre as águas monótonas.
Tudo se cala. Narciso não ouve mais, nem o mugido do minotauro, nem os ecos da ninfa, Narciso, Narciso, Narciso, minotauro, minos, touro.
Teseu avança, coração sem medo, e a voz da ninfa Eco se repete entre as esquinas do labirinto, espatifando-se contra o mugido do Minotauro.
O herói dá um passo e se põe diante do monstro, em posição de combate.
Teseu olha, então, olha pela primeira vez, e o vê. E não acredita. O Minotauro tem sua cara. Teseu e o Minotauro são uma pessoa só.
Mal tem tempo de saltar de lado, quando a fera investe.
O Minotauro encosta-se na parede e atira-se sobre Teseu.
A espada afunda na garganta, o sangue jorra, o monstro vacila e desaba aos pés do herói.
Teseu levanta a espada, e a mergulha no coração do senhor do labirinto.
Ao morrer, o Minotauro chora como uma criança, por fim se enrosca como um feto, e se aquieta no definitivo da morte. Teseu limpa a espada no manto e sai, com uma morte na alma do tamanho da noite.
No espelho das águas, Narciso a reconhece, a dos cabelos de serpente, Medusa, a que transforma em pedra todo aquele que a fitar. Olho na água, Narciso não corre perigo, e a Medusa passa, armada da força de ver e ser vista. A próxima vez, quem sabe.
Começa a fazer frio, o vento do entardecer vai apagando a luz do dia, as sombras saem debaixo das folhas, das pedras, do coração do mato.
O rosto de Narciso vai escurecendo na água, onde logo brilham estrelas.
Ao longe, a voz de Eco, Narciso, Narciso, repete como se sangrasse.
Na água, as estrelas, a Ursa Maior, os signos, as constelações, as luzes cegas onde o arbítrio dos homens julga ver formas, perfis, silhuetas, formas deste mundo projetadas no azul celeste onde o azul mais azul das estrelas lateja, os pontos onde o azul do céu dói mais.
Aquário, o aguadeiro, Ganimedes, o amado de Júpiter, o signo dos videntes e visionários, o signo de Tirésias, feliz enquanto não enxergar a própria imagem. Ainda bem que Tirésias é cego.
Nadam dois peixes na água celestial, cada um para um lado. O Carneiro. Os Gêmeos. O Caranguejo. O Leão. A Virgem. A Balança. O Escorpião. O Centauro Flecheiro. A Cabra Marinha. E Aquário, o aguadeiro. E o círculo rodando uma história sem fim, o eterno retorno, o dia, a noite, a vida, o eco, os doze signos, os doze trabalhos do herói.
A tudo Narciso está atento, ao sonho que faz de uma cabeça e peitos de mulher, asas de pássaro e corpo de leão, uma esfinge e de um tronco de cavalo e um torso de homem, um centauro, o ser, esse sonho de metamorfoses.
Esta noite, nada permanece em seu ser, os seres padecem as dores do parto das mais improváveis alterações.
Não há ser, tudo é mudança, ecos, revérberos, câmbios perpétuos.
Tudo pode se transmutar em tudo.
Assim, sob a forma de um cisne, a ave de pênis grande, Zeus quis Leda, a princesa de belas coxas. Como chuva de ouro, choveu no colo de Dânae. Assumindo a forma do marido, deixou Alcmene prenhe de Hércules, o herói trabalhador, o deus que sofre, num mundo de monstros e prodígios.
Narciso começa a sofrer.
A pedra de Sísifo é a sede de Tântalo, a sede infinita da boca que nunca consegue tocar na água, e a pedra que sempre rola ao chegar no alto da montanha, a eterna sede da imagem que nunca consegue senão se transformar em imagem. Teseu, novo Minotauro, agora habita as profundezas do labirinto, entre muralhas micênicas e o cheiro de esterco, a fera sem deus, a fome é um deus, a sede é um deus.
A sombra da Medusa escorre pelas escadarias do palácio de Minos, em Cnossos, transformando todos os deuses em estátuas de pedra.
Em algum lugar da Ásia, a noite gera um novo Teseu.
Palavras da Pítia, feliz enquanto não enxergar seu próprio rosto. Todo diverso em idêntico se converta, toda a diferença consigo mesma coincida.
Palavras da Pítia, palavra de Apolo, o arqueiro implacável, o que sabe de ontem, o que sabe de hoje, quem sabe de amanhã.
Amanhã, Narciso, é um outro dia. Todos os dias são assim, sagradas todas as árvores que o raio, fálus, de Zeus tocou.
Narciso de olho nas águas, passam as naves de Ulisses, com destino ao espanto, ao susto máximo, ao ceticismo, à apatia, à amnésia.
Quem duvida de tudo se chama cético. Como se chamam aqueles que acreditam em tudo? Aqueles que acreditam que tudo é possível? Que toda a fantasmagoria tem tanto direito a existir quanto a sólida certeza do gosto do pão e a indeterminada realidade da água que escorre no rosto dos sedentos quando chove?
Água, sangue, vinho: que deus escondeu na uva o vento louco da embriaguez?
Tudo no Caos, tudo na Terra, tudo no Tártaro, a tudo, Eros aproxima e mistura, simulacros e metáforas, mímica e espetáculos, quantos séculos levam meus ecos para atravessar o labirinto?
A razão, Atena, é apenas uma dor na cabeça de Zeus.
Como quando uma história tem dois finais, como quando uma história tem vários começos, como quando uma história conta uma outra história: fugindo de Minos e do labirinto, Dédalo, o artesão incomparável, o inventor dos inventores, foi dar às costas da Sicília, nas praias do rei Cócalo. Para Cócalo, o incomparável artesão arquitetou uma sala do trono onde se podia ver sem ser visto, ouvir sem ser ouvido e estar quando ausente. Minos, senhor do mar, veio reclamar seu prisioneiro. Temeroso, Cócalo lançou Dédalo num forno, onde morreu assado. Como conciliar este final com o vôo de Dédalo e Ícaro, do labirinto para a liberdade? Ou Dédalo teria sido morto depois da queda de Ícaro? Ou o cisne que possuiu Leda era apenas a metáfora de uma nave de velas brancas, uma nave, uma ave? Ou a imagem de Narciso é o rosto de um transeunte estranho? Toda fonte é uma moça bonita que foi amada por um deus, que disse não a um rio, que fugiu de um sátiro, nada é real, nada é apenas isso, tudo é transformação, todo traçado de constelação é o pedaço de um esboço de um drama terrestre, tudo vibra de tanto significar. Que é uma esfinge, uma quimera, uma medusa, uma górgona, comparada com um pai que mata os filhos e serve sua carne ao Pai dos Deuses? Última água, esta fonte é tudo que restou do dilúvio. Fatos não se explicam com fatos, fatos se explicam com fábulas. A fábula é o desabrochar da estrutura, arquétipo em flor. Uns são transformados em flores, outros são transformados em pedra, outros ainda, se transformam em estrelas e constelações. Nada com seu ser se conforma. Toda transformação exige uma explicação. O ser, sim, é inexplicável. Uns se transformam em feras, outros são mudados em lobos, em aves, em pombos, em árvore, em fonte. Só a ninfa Eco se transformou em sua própria voz. Em que língua falar com um eco? Uma uma língua língua lembra lembra uma uma lenda lenda, Narciso, Narciso Narciso. Que é um ciclope comparado com a história de um príncipe que matou o pai e casou com a própria mãe? Qual é o animal que de manhã anda de quatro patas, à tarde anda com duas e à noite anda com três? Consultem a Sibila, ouçam a pitonisa, leiam sinais nos céus, no movimento das águas, Narciso. O adivinho Tirésias tinha dito a Laio, rei de Tebas, vejo horrores, vejo trevas, terás um filho que vai te matar e casar com a rainha, sua mãe. Que horror a este horror se compara? Velho Tirésias cego, vítima e servidor de Apolo, deus luminoso, que dá o dom de adivinhação, senhor dos três tempos, deus que tudo vê, tudo acompanha, tudo sabe. Laio põe o menino Édipo dentro de uma caixa e a solta na correnteza do Nilo. A caixa com o menino vai dar numa praia, onde a encontra uma loba. Outros dizem pastores. Édipo o príncipe oculto, ignorante de sua origem, cresce, robusto, entre pastores. Um dia, decide ir a Tebas, a grande cidade, a cidade onde mora o grande rei. Édipo começa a realizar seu destino, o desejo da Moira, do fado, da fortuna, das potências cegas do acaso que tudo regem na terra e nos céus, na vida dos deuses e na vida dos homens, reflexo da ordem suprema. O rei Laio viajava incógnito pela estrada que sai de Tebas. Cruza com o pastor, desentende-se com ele, lutam, a juventude de Édipo prevalece, Édipo deixa para os abutres o cadáver do pai, a garganta aberta, por onde escorre sangue. A notícia chega rápido à cidade, a rainha Jocasta está viúva. Viajando incógnito, o rei foi morto por um desconhecido. A cidade está amaldiçoada. Na estrada que sai da cidade, um monstro, a Esfinge, cabeça e peitos de mulher, asas de pássaro, corpo e patas de leão, submete todos os passantes a uma pergunta, um enigma, decifra-me ou te devoro. Centenas de tebanos tinha devorado, ninguém mais se atrevia a sair da cidade. Édipo resolve enfrentar a Esfinge, o monstro interrogador, o monstro-pergunta, o proponente, o primeiro filósofo, o ser questionário.
[...] Que é um eco senão a transformação de uma voz em pedra, no eternamente idêntico a si mesmo, como fazem as letras do alfabeto, inventadas por aquele Cadmo, filho de Agenor, rei da Fenícia, e da rainha Telefasse? Cadmo, o protegido de Palas Atena, o herói que vem do Oriente para encontrar a irmã, Europa, raptada por Zeus sob a forma de um touro e matar o dragão? Inspiração da deusa, arranca os dentes do dragão e os semeia. Dos dentes, brotam guerreiros furiosos que atacam o herói. Cadmo consegue que se destruam entre si. Letras do alfabeto, dentes do dragão, vindas da Ásia, o aleph, o beit, o gama, delta, zaleth, sementes, poeiras de sons, átomos soltos, épsilon, dzeta, yod, ômega. Que diriam os Sete Sábios dos Doze Trabalhos de Hércules? Cada um tem significado preciso, como a cabeça da Medusa no escuro da deusa Atena. Omnia mecum porto, tudo o que é meu carrego comigo. Ninguém vê meu rosto e continua vivo, diz o Senhor, diz a Medusa. Por que nos moldou do barro o Titã Prometeu? Por que roubou para nós o fogo de Zeus? Ontem, estava tentando interpretar a guerra de Tróia, o significado de Ulisses, de Agamenon, o rapto de Helena, a ira de Aquiles, a loucura de Ajax, o cavalo de madeira, que coisa querem dizer essas histórias, nós górdios do lembrado e do esquecido? Aterra pensar que não são histórias, não são portadoras de um sentido recôndito. Só o mais fantástico jamais aconteceu. Tudo aconteceu. Tudo aquilo aconteceu. Pelos cem olhos de Argos tudo aquilo. Zeus quis a filha de Ínaco, rei e rio, Io, sacerdotisa de Hera, Io a transformada em novilha, guardada por Argos de cem olhos, cinqüenta abertos, enquanto os outros cinqüenta dormiam. Quem para fazê-los todos fechar senão o deus astuto, Hermes, senhor das estratégias e falcatruas? Argos, cem olhos, O, Argos, cem olhos, O, o, o, Argos, O, O, O, olhos. Que significam fábulas, além do prazer de fabular? Amor é aquilo que subsiste mesmo depois de você dizer, não te amo mais. Num sonho, sonhei, viver tudo em espelho. Se espelho existe, ser não existe. Esta fonte é uma fossa, esgoto, lixo, cloaca de mitos. Mitos mortos fedem, o cheiro dos reis mortos, deuses mortos, rios estrangulados por Hércules. Este mito está morto e sobre este mito morto construirei o novo mito. Déia, idéia. Erra uma vez. Durar, o maior dos milagres.

— Paulo Leminski —

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March 30, 2006

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Viincent / 1887

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March 25, 2006

CaiÂO, eu sou Kátia, mas vc me chama de KatINHA, foi tão longe
de mim, distante...
fazer curso de "gerenciamento de conflito",
eu tive uma aulona sem sair daqui de sampa.
vou te contar... consegui chegar no show (caminho pra Ítaca provavelmente estava mais livre), fui para a fila VIP, com camiseta, pulserinha e convite, o kit completo. logo em seguida chegou o Paulo Ricardo, o segurança perguntou a ele também:
— você tem convite?
— não.
— você tem camiseta?
— não.
— você tem puseirinha?
— não
— então vai para a fila.
ideologia...?, democracia? anarquia?
vamolá... vamolá... vamolá...

a marca gritou mais alto que o artista, rasgar a fantasia também poderia fazer parte da marca.
Jim Morrisoon teria tirado a roupa.
ou ele não sabia que eu moro num país tropical...?
não entendo o por quê daquele poncho de lã, com uma blusa de manga cumprida por baixo, num calor infernal.
a Vivian Westwood deu mais opção de figurinho para o Sex Pistols, isso nos idos anos, com uma indumentária punk.
ele não precisava fazer nenhum sacríficio pela marca, tem gente que tem que fazer, mas não Jay Kay, alguém poderia contar isso pra ele?

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bom ele gerenciou um conflito térmico optando pela marca.

e é tudo free, e tb sem o final-de-semana longe de mim.

Caio eu tentei te ligar, mas não consegui, esse telefone só fala pra deixar recado, desligo antes do sinal.

You say yes, I say no
You say stop and I say go, go, go
Oh, no
You say goodbye and I say hello
Hello, hello
I don't know why you say goodbye
I say hello
Hello, hello
I don't know why you say goodbye
I say hello

I say high, you say low
You say why, and I say I don't know
Oh, no
You say goodbye and I say hello
Hello, hello
I don't know why you say goodbye
I say hello
Hello, hello
I don't know why you say goodbye
I say hello

Why, why, why, why, why, why
Do you say good bye
Goodbye, bye, bye, bye, bye

Oh, no
You say goodbye and I say hello
Hello, hello
I don't know why you say goodbye
I say hello
Hello, hello
I don't know why you say goodbye
I say hello
hello, hello
I don't know why you say goodbye I say hello
Hello

Hello Goodbye — The Beatles

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March 22, 2006

blumenladen.jpg

Posted by Katia - link
March 17, 2006

os políticos aqui no Brasil devem sofrer da síndrome dislética ou disléxica, tanto faz faz o lado, todos são corruptíveis.
INFELIZMENTE!

Posted by Katia - link
March 15, 2006
leaodamontanha.jpg — Exit... stage left!
Posted by Katia - link
March 13, 2006

"ciscos" marinhos estão de volta, nada até agora...
eu já passei por isso uma vez, há muito tempo.
a Lys quando soube quis ir comprar de qualquer jeito, relembro a frustração dos anos 70, vamos lá pro repeteco.
dessa vez, acho que dá um processo coletivo.
o que eu não me conformo, é como entrei nessa de novo...

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March 10, 2006

SAUDADES me pontuam hoje por todos os poros do meu corpo, feito agulhinhas de acupuntura, e cada neurotransmissor leva a minha memória e ao meu coração todos os momentos vividos juntos com você, felizes, engraçados, tristes, fugitivos, esperançosos... todos repletos de cenas coloridas e em pb também, mas algumas me espetam, outras dão prazer, é um embolado de felicidaade e dor.
você sabe tudo de mim, meu confidente, amigo, irmão, companheiro de todas as horas, sabe de mim como ninguém mais, surpreendentemente do que você acreditava, sou materialista. sinto vontade e falta do seu abraço, bem enorme e apertado. ainda reservo algumas supresas, tá vendo.
esse meu amor por você fica pra eternidade.

e quanto aos nossos tesouros, tento cuidar o melhor possível e muitas vezes quase o impossível de todos eles, meu mano véio. um beijo abstrato, apesar de sempre querer dar um abraço concretista.
Meu WILL

Posted by Katia - link
March 08, 2006

todos os dias, todos devem ser respeitados.
dia desse... dia daquele... dia daqueloutro tá mais pra preconceito, hipocrisia e falsidade, à merda esses dias todos aí.
antes de antes de ontém, anteontém, ontém, hoje e amanhã e depois também, são todos meus os dias e de todas as pessoas que vivem dignamente.

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you too

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March 03, 2006

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Life On Mars? com Seu Jorge
– David Bowie – (tradução: Seu Jorge)

Quantas coisas do coração
Não conseguem compreender
O que mente não faz questão
E nem tem forças pra obedecer
Quantos sonhos já destruí
E deixei escapar das mãos
Se o futuro assim permitir
Não pretendo viver em vão

Meu amor não estamos sós
Tem um mundo a esperar por nós
No infinito do céu azul
Pode ter vida em Marte

Então, vem cá me dá a sua língua
Então vem, eu quero abraçar você
Teu poder vem do sol
Minha medida
Então vem, vamos viver a vida
Então vem, senão eu vou perder quem sou
Vou querer me mudar para uma life on mars

Quantas coisas do coração
Não conseguem compreender
Porque a mente não faz questão
Nem tem forças pra obedecer
Quantos sonhos já destruí
E deixei escapar das mãos
Se o futuro assim permitir
Não pretendo viver em vão

Meu amor, não estamos sós
Tem um mundo a esperar por nós
No infinito do céu azul
Pode ter vida em Marte

Então, vem cá me dá a sua língua
Então vem, senão eu vou perder quem sou
Seu poder vem do sol
Minha medida
Então vem, vamos viver a vida
Meu bem, senão eu vou perder quem sou
Vou querer me mudar para uma life on mars

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